6 de dezembro de 2009
5 de dezembro de 2009
Este, e outros, e tantos amores...
De repente, uma pequena discussão sobre o amor, no Facebook, transforma-se em cenário de guerra. Não é absurdo? Talvez, nem tanto. O tema é polêmico e, ainda que defendamos com unhas e dentes sua existência, nem sempre estamos convencidos dela.
Hoje, a nostalgia me fez percorrer caminhos novos na internet. Eis que descubro algo que me (en)canta bem:

Este amor
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Levo comigo o gosto do vinho na boca. (Por todas as coisas boas, diziamos, todas as coisas cada vez melhores que nos vão acontecer.)
Não levo uma única gota de veneno. Levo os beijos de quando você partia (eu nunca estava dormindo, nunca). E um assombro por tudo isso que nenhuma carta, nenhuma explicação, podem dizer a ninguém o que foi.
Eduardo Galeano, em Vagamundo
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11 de agosto de 2009
Suddenly, storm
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26 de julho de 2009
Mater

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Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: Mas ambos estavam comprometidos.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.
* Caio Fernando Abreu
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5 de julho de 2009
Flap 2009
PROGRAMAÇÃO
de 7 a 14 de julho de 2009
Dia 07 de julho, terça-feira
19 às 21h ABERTURA DA FLAP – CASA DAS ROSAS
Em lhe sendo pedido um poema de guerra, de W. B. Yeats
Com os poetas Alfredo Fressia, Ricardo Domeneck (participação virtual), Paulo Ferraz e Rafael Rocha Daud
Dia 08 de julho, quarta-feira
18h LIVRARIA CULTURA SHOPP. BOURBON: Leitura e sessão de autógrafos com Annita Costa Malufe, Dirceu Villa e Fábio Aristimunho Vargas
CASA DAS ROSAS:
14h MESA DE DEBATE 1- A poesia pode derrubar um muro, ou “we have no gift to set a statesman right”? com:
Annita Costa Malufe
Dirceu Villa
Amalia Gieschen
16h PALESTRA sobre poesia concreta com Frederico Barbosa
18h LEITURA com os poetas da Mesa
20h, pós-palestra PASSEATA poética até o ESPAÇO ZERO CULTURAL (para um sarau de poesia)
Dia 09 de julho, quinta-feira
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
12h Visita ao museu- inscrições pelo e-mail flapsp2009 (arroba) gmail.com
14h MESA DE DEBATE 2- A pena está entre a cruz e a espada, com:
Fábio Aristimunho Vargas
Luci Collin
Ámbar Past
Paulo Ferraz
Simone Brantes (somente leitura)
Fabiana Faleiros (somente leitura)
16h LEITURA com os poetas da Mesa
Dia 10 de julho, sexta-feira
CASA DAS ROSAS
14h MESA DE DEBATE 3- Existe um muro entre a poesia e as outras linguagens? A poesia está encastelada no livro ou na palavra? com:
Ana Rüsche
Dirceu Villa
Alejandro Méndez
16h LEITURA com os poetas da Mesa
Dia 11 de julho, sábado
17h ESPAÇO SATYROS: LEITURA com os convidados
18h LIVRARIA CULTURA VILLA-LOBOS: Leitura e sessão de autógrafos com Jessica Freudenthal, lançamento de Cámbio Climático: Panorama de la joven poesía boliviana
Dia 12 de julho, domingo
15h LIVRARIA CULTURA SHOPP. MARKET-PLACE: Leitura e sessão de autógrafos com as poetas Amalia Gieschen, Simone Brantes e Ámbar Past
CASA DAS ROSAS
10h-16h OFICINAS DE CRIAÇÃO com ALEJANDRO MENDEZ e DIEGO RAMIREZ, salas 1 e 2
17h LEITURA ABERTA
Dia 13 de julho, segunda-feira
16h FÁBRICA DE CRIATIVIDADE: MESA DE DEBATE 4- Existe uma poesia popular e uma poesia erudita oponíveis? com:
Balam Rodrigo
Camila do Valle
Pablo Paredes
18h LEITURA com os poetas da Mesa
20h SARAU no bar do BINHO
Dia 14 de julho, terça-feira
CASA DAS ROSAS
18h MESA DE DEBATE 5- Que elementos fazem a poesia mais própria para derrubar um muro? com:
Jessica Freudenthal
Diego Ramirez
Valeria Meiller
20h LEITURA com os poetas da Mesa
21h ENCERRAMENTO
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4 de julho de 2009
FLIP 2009 - Fragmentos
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30 de junho de 2009
Na Casa das Rosas
POESIA E CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM
Sextas-feiras, dias 03, 10, 17 e 24 de julho.
Das 19 às 21h30
Esta oficina possibilita aos participantes que, por meio da prática de exercícios lúdicos, se iniciem ou se aperfeiçoem na prática da poesia, partindo do conceito de Jakobson, de que a função poética consiste em imagens, sonoridade e ritmo. O trabalho se inicia por exercícios de formação de imagens. Em seguida, será trabalhada a sonoridade, por meio de exercícios que levam os participantes a trabalharem com a aliteração e a assonância, na busca do estabelecimento de relações entre o som e o sentido. Finalmente, será explorado o ritmo na poesia, por intermédio dos recursos da rima e da métrica, sempre trabalhados de forma a propiciar um uso mais original e criativo de processos tradicionais na elaboração poética.
Participem! Só R$10,00!!!!
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29 de junho de 2009
26 de junho de 2009
24 de junho de 2009
22 de junho de 2009
Filosofia Oriental e Poesia
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18 de junho de 2009
ARCANO V - O PAPA:
Organização
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Obrigada

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6 de junho de 2009
Apontamento
Apontamento
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27 de maio de 2009
De sexta

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23 de maio de 2009
Hay que tener collones!
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15 de maio de 2009
Oficina de Criação Poética
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