5 de Julho de 2009

Flap 2009

A hora e a vez da Flap (São Paulo)

PROGRAMAÇÃO

de 7 a 14 de julho de 2009

Dia 07 de julho, terça-feira

19 às 21h ABERTURA DA FLAP – CASA DAS ROSAS

Em lhe sendo pedido um poema de guerra, de W. B. Yeats

Com os poetas Alfredo Fressia, Ricardo Domeneck (participação virtual), Paulo Ferraz e Rafael Rocha Daud

Dia 08 de julho, quarta-feira

18h LIVRARIA CULTURA SHOPP. BOURBON: Leitura e sessão de autógrafos com Annita Costa Malufe, Dirceu Villa e Fábio Aristimunho Vargas

CASA DAS ROSAS:

14h MESA DE DEBATE 1- A poesia pode derrubar um muro, ou “we have no gift to set a statesman right”? com:

  • Annita Costa Malufe

  • Dirceu Villa

  • Amalia Gieschen

16h PALESTRA sobre poesia concreta com Frederico Barbosa

18h LEITURA com os poetas da Mesa

20h, pós-palestra PASSEATA poética até o ESPAÇO ZERO CULTURAL (para um sarau de poesia)

Dia 09 de julho, quinta-feira

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

12h Visita ao museu- inscrições pelo e-mail flapsp2009 (arroba) gmail.com

14h MESA DE DEBATE 2- A pena está entre a cruz e a espada, com:

  • Fábio Aristimunho Vargas

  • Luci Collin

  • Ámbar Past

  • Paulo Ferraz

  • Simone Brantes (somente leitura)

  • Fabiana Faleiros (somente leitura)

16h LEITURA com os poetas da Mesa

Dia 10 de julho, sexta-feira

CASA DAS ROSAS

14h MESA DE DEBATE 3- Existe um muro entre a poesia e as outras linguagens? A poesia está encastelada no livro ou na palavra? com:

  • Ana Rüsche

  • Dirceu Villa

  • Alejandro Méndez

16h LEITURA com os poetas da Mesa

Dia 11 de julho, sábado

17h ESPAÇO SATYROS: LEITURA com os convidados

18h LIVRARIA CULTURA VILLA-LOBOS: Leitura e sessão de autógrafos com Jessica Freudenthal, lançamento de Cámbio Climático: Panorama de la joven poesía boliviana

Dia 12 de julho, domingo

15h LIVRARIA CULTURA SHOPP. MARKET-PLACE: Leitura e sessão de autógrafos com as poetas Amalia Gieschen, Simone Brantes e Ámbar Past

CASA DAS ROSAS

10h-16h OFICINAS DE CRIAÇÃO com ALEJANDRO MENDEZ e DIEGO RAMIREZ, salas 1 e 2

17h LEITURA ABERTA

Dia 13 de julho, segunda-feira

16h FÁBRICA DE CRIATIVIDADE: MESA DE DEBATE 4- Existe uma poesia popular e uma poesia erudita oponíveis? com:

  • Balam Rodrigo

  • Camila do Valle

  • Pablo Paredes

18h LEITURA com os poetas da Mesa

20h SARAU no bar do BINHO

Dia 14 de julho, terça-feira

CASA DAS ROSAS

18h MESA DE DEBATE 5- Que elementos fazem a poesia mais própria para derrubar um muro? com:

  • Jessica Freudenthal

  • Diego Ramirez

  • Valeria Meiller

20h LEITURA com os poetas da Mesa

21h ENCERRAMENTO

4 de Julho de 2009

FLIP 2009 - Fragmentos


Palestra de abertura, com Davi Arrigucci Jr.
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Mesa 3 - Verdades Inventadas
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Mesa 5 - Deus, um delírio
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Mesa 10 - Chico Buarque e Milton Hatoum
(Leitura de Chico Buarque)
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Mesa 10 - Chico Buarque e Milton Hatoum
(Leitura de Milton Hatoum)
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30 de Junho de 2009

Na Casa das Rosas

(pra variar...)

Oficina de criação poética com Frederico Barbosa

POESIA E CONSCIÊNCIA DA LINGUAGEM


Sextas-feiras, dias 03, 10, 17 e 24 de julho.
Das 19 às 21h30

Esta oficina possibilita aos participantes que, por meio da prática de exercícios lúdicos, se iniciem ou se aperfeiçoem na prática da poesia, partindo do conceito de Jakobson, de que a função poética consiste em imagens, sonoridade e ritmo. O trabalho se inicia por exercícios de formação de imagens. Em seguida, será trabalhada a sonoridade, por meio de exercícios que levam os participantes a trabalharem com a aliteração e a assonância, na busca do estabelecimento de relações entre o som e o sentido. Finalmente, será explorado o ritmo na poesia, por intermédio dos recursos da rima e da métrica, sempre trabalhados de forma a propiciar um uso mais original e criativo de processos tradicionais na elaboração poética.

Participem! Só R$10,00!!!!

Casa das Rosas: Av. Paulista, no. 37 - São Paulo (capital).

29 de Junho de 2009

Pato com Laranja

Não te parece familiar?



26 de Junho de 2009

Somente nesta sexta e sábado

Inovadora a ideia! Clique na imagem para ampliá-la e saber mais.

24 de Junho de 2009

Livros na mesa - RJ



Clique na imagem para ampliá-la


22 de Junho de 2009

Filosofia Oriental e Poesia


O evento Leituras Poéticas Contemporâneas: um olhar sobre o Oriente reunirá os poetas Claudio Willer e Claudio Daniel para um debate sobre a influência da filosofia oriental na poesia. O encontro acontecerá no dia 15 de julho, às 19h, na Livraria da Vila (Itaim) em São Paulo (SP), com curadoria do filósofo e poeta Chiu Yi Chih.

Local: Livraria da Vila, na rua Dr. Mário Ferraz, 414, Itaim – São Paulo - SP.

Realização e apoio: Livraria da Vila

CLAUDIO WILLER é poeta, ensaísta e tradutor.É também doutor em Letras (USP). Seu livro mais recente é Estra¬nhas experiências (Lamparina, 2004); publicou Volta, narrativa em prosa (Iluminuras, 1966), Lautréamont – Os cantos de Maldoror (Iluminuras, 2005) e Uivo e outros poemas, de Allen Ginsberg (L&PM, 2005).

CLAUDIO DANIEL é poeta, ensaísta e tradutor. Mestre em Literatura Portuguesa pela USP. Publicou os livros de poemas Sutra (edição do autor, 1992), Yumê (Ciência do Acidente, 1999), A sombra do leopardo (Azougue Editorial, 2001), este último vencedor do prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira, oferecido pela revista CULT, Figuras Metálicas (2005) e Fera Bifronte (2009).

18 de Junho de 2009

ARCANO V - O PAPA:



Organização

Momento propício para pagar pendências financeiras.
Nesta fase não haverá abundância, mas uma situação mais estabelecida que antes para garatir seu sustento.
Estabeleça contatos, busque novas propostas.

(Alguém aí quer fazer parceria?)

Obrigada


-- Querida, como vai a sua vida?

(Era amigo mesmo, daqueles que não perdem tempo fazendo perguntas retóricas. Tive de ser sincera.)

-- De pernas pro ar. Vou me mandar pro interior do interior.

-- E sair da metrópole? Bunita, você é uma pessoa dinâmica, lembra?

Não. Não me lembrava. Mas ele não se esqueceu.

6 de Junho de 2009

Apontamento

Perguntaram como é cair do céu. Não deu tempo de escrever, mas ele explica:

Álvaro de Campos

Apontamento


  
 
       A minha alma partiu-se como um vaso vazio. 
       Caiu pela escada excessivamente abaixo. 
       Caiu das mãos da criada descuidada. 
       Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso. 

       Asneira? Impossível? Sei lá! 
       Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu. 
       Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

       Fiz barulho na queda como um vaso que se partia. 
       Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada. 
       E fitam os cacos que a criada deles fez de mim. 

       Não se zanguem com ela. 
       São tolerantes com ela. 
       O que era eu um vaso vazio? 

       Olham os cacos absurdamente conscientes, 
       Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles. 

       Olham e sorriem. 
       Sorriem tolerantes à criada involuntária. 

       Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas. 
       Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros. 
       A minha obra? A minha alma principal? A minha vida? 
       Um caco. 
       E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali.

27 de Maio de 2009

De sexta



escreve de novo
aquelas palavras rasgadas
regadas de versos

sem rima
sem métrica
sem lógica

-dizendo do amor que consome, e que você quer mais-

só pra eu acreditar.

manda praquele velho endereço
de postagens antigas
de idas sem vindas
com remetente de uma letra só
(a sexta, no chão do quarto, no vão das roupas, nos poros de tudo)

diz da liberdade que encontrou, do salto que deu, das aspirinas que tomou nas espirais do caminho.
fala
dos labirintos e da saudade-vã

vãos falos
ficam-se os cheiros

diz que queria ligar, mas perdeu o telefone
- eu compro tudo
e os e-mails voltavam
- eu rascunho
e as viagens não davam
- eu pago pra ver

fala de como é o caminho lá fora
os fins sem história
e a poesia, derramada em botequins

de sexta
(letra
abreviada)

como essa história, meu amor

B.

Evento


(Clique para ampliar)

23 de Maio de 2009

Hay que tener collones!

Agora é oficial: hay que tener collones, enfrentar os próprios medos e mergulhar de cabeça aberta, mente escancarada, corpo inteiro e coração sangrando, ao lado de diversas FERAS poéticas, todas em uma nau de loucos, comandada por ninguém menos que Claudio Daniel. 

Estou falando da Oficina de Criação Poética que ele está ministrando lá no Ateliê do Centro, em Sampa.
Ah, não está em São Paulo? Não tem desculpa: se está lendo essa mensagem é porque tem acesso à internet e, portanto, pode perfeitamente baixar gratuitamente o Skype (skype.com) e participar da Oficina às terças-feiras, das 20h às 22h, por uma quantia super simbólica

O primeiro módulo abordará a crise do verso clássico, na segunda metade do século 19, e as novas estratégias de criação que surgiram a partir daí, como o verso livre, o poema em prosa e o poema virtual.
Poetas como Whitman, Rimbaud, Mallarmé e Conde de Lautréamont serão abordados. Haverá, ainda, exercícios de criação poética, que serão discutidos e publicados no blog (labcripoe.blogspot.com) do curso, que - como se não bastasse - também dá direito a apostila virtual!!!

Maiores informações: claudio.dan@gmail.com.

15 de Maio de 2009

Oficina de Criação Poética


O poeta Claudio Daniel realiza um curso de criação poética no Ateliê do Centro, localizado na rua Epitácio Pessoa, 91, próximo à estação de metrô República, em São Paulo. O curso, que acontece aos sábados, das 15 às 17h, é dividido em vários módulos, com exposições teóricas sobre Mallarmé, Valéry, Ezra Pound, Haroldo de Campos, entre outros poetas, e exercícios práticos de criação. 

Para que mora em outras cidades, o curso pode ser feito on line, via Skype. 

Informações sobre o curso estão disponíveis no blog Laboratório de criação poética, na página http://labcripoe.blogspot.com

Quem estiver interessado em participar pode enviar uma mensagem para o e-mail claudio.dan@gmail.com.

30 de Abril de 2009

30.04.09



É como ele disse: veste a máscara do sorriso e abraça a rua.

27 de Abril de 2009

Notas de Amor - no. 5


esse amor
é  como o poema
 que desperta a alma.
Não acalma:
 destranca as trancas do peito
e, em versos,
sem jeito,
dá um jeito
ao jeito novo
de amar
de novo

de novo

de novo

26 de Abril de 2009

da janela lateral:

eu vejo duas pernas ociosas fracas e tristes tremeluzentes em zigue-zague-direção-reta rumo à padaria duas quadras dali.

o ônibus seu motorista seu cobrador suas câmeras de insegurança e cemsúmero de passageiros em pé e sentados dormiam sem esperança de chegar no não-importa-onde lugar.

e nas ruas da metrópole, o absurdo: as duas pernas ociosas fracas e tristes tremeluzentes em zigue-zague-direção-reta rumo à padaria duas quadras dali, chegam.

o ônibus, que nunca, brilha ocioso sob o sol e a garoa fina... antes da inundação.  

9 de Abril de 2009

Notas de Amor - no. 4






Este amor,
grave:
é necessário porque pesa

Não-consumados,
invisíveis,
os amores intocados
-- de possibilidades infinitas --
florescem
sutilmente

à despeito de sanas mentes

Con.cepção (2)

ovo
sator          
             opera
tenet
arepo          
         rotas
ovo


rotas do nascimento:
amor?

o Tempo e o Tempo, duas faces. tempos.
ver. afligir-se(r). tocar.

ver e não dizer
é como não ver.
(silêncio)

sinal.


Epígrafe - 1

Ando relendo livros, ressucitando a estante, revivendo prateleiras.
E ainda me surpreendo com trechos assim:

"Eu planejei minha morte cuidadosamente; ao contrário de minha vida, que meandrava de uma coisa para outra, apesar de minhas débeis tentativas de controlá-la. Minha vida tinha uma tendência a se espalhar, tornar-se flácida, enrolar-se, festonar como a moldura de um espelho barroco, e vinha percorrendo a linha da resistência mínima. Queria que minha morte, por contraste, fosse limpa e simples, sem ênfase, até mesmo um pouco severa como uma igreja Quaker ou o vestido preto clássico com uma volta simples de pérolas, muito elogiado pelas revistas de moda quando eu tinha quinze anos."

Margaret Atwood, in Madame Oráculo.

(Viu, Antônio Cândido: nem anos de academia são capazes de matar o leitor ingênuo. Mesmo a mais respeitada delas.)